Como trocar de marca de tinta profissional
Guia passo a passo para trocar de marca de tinta capilar. Matriz comparativa de 7 marcas, processo de transição e ferramentas de conversão.
Blendsor
Equipe Blendsor
O momento chega tarde ou cedo na carreira de qualquer profissional da cor: o distribuidor anuncia que vai deixar de fornecer a marca com a qual você trabalha há anos, ou você descobre que outra marca oferece melhor relação custo-benefício. De repente, todas essas fórmulas que você dominava perfeitamente não servem mais.
Se você já passou por essa situação, sabe exatamente do que estou falando. Essa sensação de começar quase do zero, de ter que reaprender nomenclaturas, de não ter certeza se o equivalente que você encontra vai dar o mesmo resultado. É como trocar o teclado do computador: tecnicamente você sabe escrever, mas no começo os dedos não encontram as teclas.
Este guia prático mostra como fazer a transição de uma marca de tinta para outra sem sacrificar a qualidade dos seus serviços. Desde a matriz comparativa de 7 marcas até o processo passo a passo, aqui você tem tudo o que precisa para trocar com confiança. Não é teoria geral sobre colorimetria básica, é um plano de ação específico para quando a troca é inevitável.
Em resumo: Trocar de marca de tinta profissional exige cinco passos: inventariar as fórmulas atuais, mapear equivalências com um conversor (669 tons disponíveis na ferramenta da Blendsor), testes de mecha obrigatórios, transição gradual de 2-3 meses, e ajuste de tempos e oxidantes. O maior risco é Schwarzkopf, cuja nomenclatura não é padronizada: -5 é dourado e -7 é acobreado, ao contrário do sistema internacional.
Por que os salões trocam de marca de tinta?
Os cinco motivos principais que levam a trocar de marca são: o distribuidor deixa de fornecer ou muda condições (o mais frequente), melhor relação custo-benefício em outra marca (diferenças de 20-30% no custo por tubo), formação ou afinidade com uma nova marca, reformulação do produto atual que altera resultados, e necessidade de ampliar a gama de tons disponíveis.
A troca de marca profissional raramente é uma decisão impulsiva. Por trás há razões de negócio sólidas:
Distribuidor deixa de fornecer ou muda condições
É o motivo mais comum. O distribuidor principal fecha, muda de portfólio, ou modifica as condições de pagamento até torná-las inviáveis. De repente, conseguir o estoque habitual se torna impossível ou muito caro.
Melhor relação custo-benefício em outra marca
As margens nos serviços de cor são ajustadas. Se outra marca oferece qualidade comparável a menor custo por tubo, pode fazer a diferença entre um negócio rentável e um que mal sobrevive. Às vezes não é questão de preferências, é questão de números.
Formação ou afinidade com nova marca
Participar de um curso intensivo com uma marca diferente pode mudar a perspectiva. Ver novas técnicas, descobrir produtos com melhor performance, ou simplesmente se identificar com a filosofia de outra marca pode motivar a troca. A formação contínua às vezes leva a evoluir o estoque.
Reformulação do produto atual
Quando a Redken reformulou o Shades EQ em 2018, muitos profissionais experimentaram mudanças nos resultados que tinham conseguido durante anos. As reformulações para cumprir novas regulamentações ou melhorar a fórmula nem sempre melhoram a experiência do usuário. Às vezes é mais prático trocar do que se adaptar.
Expansão da gama de tons disponíveis
Algumas marcas têm gamas de tons fantasia mais amplas, outras se destacam em naturais, outras em loiros extremos. Se o perfil de clientela muda (mais demanda por balayage, tons mais vibrantes, mais grisalhos), pode ser que a marca atual não cubra todas as necessidades.
Quais são os riscos de trocar de marca sem preparação?
Os cinco riscos principais são: nomenclatura diferente entre marcas (especialmente Schwarzkopf, onde -5 é dourado e -7 acobreado, ao contrário do padrão), oxidantes incompatíveis que alteram o depósito de cor, pigmentos próprios que fazem com que o mesmo número de tom não seja idêntico entre marcas, resultados imprevisíveis sem teste de mecha prévio, e tempos de processamento diferentes (de 20 a 45 minutos conforme o fabricante).
Lançar-se à troca sem planejamento é a receita para desastres previsíveis:
Nomenclatura diferente entre marcas: Este é o erro número um. Wella usa barra (7/43), L’Oréal usa ponto (7.43), Schwarzkopf usa hífen (7-43). Mas o verdadeiro problema não é o separador, é que os números significam coisas distintas. A Professional Beauty Association estima que a formação técnica contínua — incluindo o domínio de sistemas de nomenclatura — é um dos fatores chave para reduzir erros no salão.
Atenção: Na Schwarzkopf, o -5 é dourado e o -7 é acobreado. Isso é exatamente o inverso do sistema internacional padrão. Se você aplicar um Igora 7-5 esperando acobreado (como seria em outras marcas), o resultado será um loiro dourado. Esse tipo de confusão pode arruinar um serviço completo.
Oxidantes incompatíveis entre marcas: Cada fabricante formula seus oxidantes com estabilizadores, espessantes e pH específicos para trabalhar com seus corantes. Misturar a tinta de uma marca com o oxidante de outra pode alterar o depósito de cor, o tempo de processamento, ou até mesmo a integridade do cabelo. Não é recomendável experimentar com o cabelo de um cliente.
Pigmentos próprios de cada fabricante: Embora dois tons tenham a mesma numeração (por exemplo, um 6.34), os pigmentos base não são idênticos. A Wella pode usar um equilíbrio vermelho-acobreado ligeiramente diferente do da Matrix. Essas diferenças sutis se amplificam em cabelos previamente tratados.
Resultados imprevisíveis sem teste de mecha: O que funcionava perfeitamente em um cabelo virgem com a marca anterior pode dar um resultado totalmente diferente com a nova. A única forma de saber é testando. Pular essa etapa é arriscar-se a uma correção de cor cara e um cliente insatisfeito.
Tempos de processamento diferentes: Uma tonalizante de uma marca pode precisar de 20 minutos, enquanto o equivalente em outra marca requer 30. Uma permanente pode ativar-se mais rápido. Assumir que os tempos são universais é um erro caro.
Como é o processo passo a passo para trocar de marca?
O processo tem cinco passos em ordem: inventariar todas as fórmulas ativas (documentar tom, proporção, oxidante e tempo), mapear equivalências com o conversor de tintas, fazer testes de mecha obrigatórios nos 5-10 tons mais usados, transição gradual de 8-12 semanas começando por serviços simples, e ajustar tempos e oxidantes à nova química do fabricante.
A transição ordenada entre marcas segue uma sequência lógica:
1. Inventário de fórmulas atuais
Antes de fazer qualquer coisa, documente o que você tem. Liste as 20-30 fórmulas que você usa com mais frequência. Para cada uma, anote:
- Tom base (ou mistura de tons)
- Proporção de mistura se você combina vários
- Volume de oxidante utilizado
- Tempo de processamento habitual
- Tipo de serviço (raízes, meios-pontas, retoque, balayage)
Este inventário é seu mapa. Sem ele, você estará navegando às cegas.
2. Mapear equivalências com o conversor de tintas
Aqui é onde a tecnologia economiza horas de trabalho. O conversor de tintas da Blendsor tem catalogados 669 tons de 12 marcas profissionais. Insira sua fórmula atual e obtenha o equivalente direto na marca de destino.
Exemplo prático: Você usa Wella Koleston Perfect 7/43 (loiro acobreado dourado) e troca para L’Oréal. O conversor mostra que o equivalente é Majirel 7.43. A nomenclatura muda (barra para ponto), mas a estrutura tonal é equivalente.
Para as marcas mais comuns, o conversor tem cartas específicas:
E se você quiser comparar a gama completa de cada fabricante antes de decidir, consulte as cartas de cor por marca: 13 cartas profissionais com todos os seus tons.
Se o conversor não cobre uma marca específica, entre em contato diretamente com o representante técnico da nova marca. A maioria tem tabelas de equivalências internas que facilitam para distribuidores e educadores.
3. Testes de mecha obrigatórios
O conversor dá o equivalente teórico. O teste de mecha dá o resultado real. É obrigatório testar antes de aplicar em clientela.
Selecione pelo menos 5-10 das fórmulas mais usadas. Para cada uma:
- Prepare mechas de teste: Idealmente, cabelo natural sem tratar na mesma faixa de níveis com a qual você trabalha habitualmente (níveis 5, 7 e 9 são bons pontos de referência)
- Aplique a nova fórmula seguindo as instruções do fabricante
- Compare com o resultado anterior: Se você tem amostras da marca anterior, coloque-as lado a lado
- Ajuste se necessário: Pode ser que você precise aumentar ou reduzir o tempo, trocar o volume de oxidante, ou modificar ligeiramente a proporção de tons na mistura
Documente tudo. Fotos, anotações de tempo, observações sobre a textura do produto. Essas informações serão inestimáveis quando você começar a trabalhar com clientela real.
4. Transição gradual
Não troque todo o estoque na segunda-feira de manhã. A transição gradual reduz riscos:
Semanas 1-2: Use a nova marca apenas em serviços simples. Retoques de raiz em tons naturais, banhos de cor nos meios-pontas. Serviços onde a margem de erro é mínima e o resultado é mais previsível.
Semanas 3-4: Incorpore serviços de cor completa, mas apenas em tons que você já testou. Mantenha-se na sua zona de confiança expandida.
Mês 2: Comece com mechas, balayage e trabalhos mais técnicos. Aqui é onde a experiência acumulada com o produto novo começa a se consolidar.
Mês 3: Você já deveria estar usando a nova marca em 80-90% dos serviços. O estoque antigo é usado apenas para casos específicos onde você já tem a fórmula exata.
5. Ajustar tempos e oxidantes
Cada marca tem sua própria química. Os tempos de processamento e volumes de oxidante não são universais:
- Revise as fichas técnicas: A maioria dos fabricantes publica guias de aplicação detalhados. Leia-os completos, não assuma que tudo funciona igual
- Comece conservador: Se a marca anterior exigia 20 vol e 30 minutos, teste o mesmo com a nova embora a ficha diga outra coisa. Sempre é mais fácil intensificar do que corrigir um resultado muito claro
- Observe a ativação: Algumas tintas começam a desenvolver cor mais rápido. Verifique o processo aos 10, 20 e 30 minutos para entender a curva de depósito
- Adaptação por textura de cabelo: A porosidade afeta diferente conforme a marca. Cabelo muito poroso pode precisar de ajustes diferentes entre um fabricante e outro
Como se comparam as 7 marcas profissionais principais?
A comparativa das 7 marcas principais mostra diferenças chave: Schwarzkopf Igora tem a gama de permanentes mais ampla (30 tons, níveis 1-10) mas nomenclatura não padronizada; Redken tem apenas demi-permanentes (Shades EQ, 20 tons); Wella e L’Oréal são as mais completas com linhas permanentes e demi desenvolvidas; Matrix e Goldwell oferecem 21-22 tons de permanente cada uma.
Esta tabela resume as características principais das marcas profissionais mais usadas. É sua referência rápida para entender diferenças estruturais:
| Marca | Linha permanente | Linha demi | Tons perm. | Tons demi | Níveis | Nomenclatura | Oxidante |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Wella | Koleston Perfect ME+ | Color Touch | 26 | 17 | 2-10 | Nível/Reflexo (5/1) | Welloxon |
| Schwarzkopf | Igora Royal | Igora Vibrance | 30 | 16 | 1-10 | Nível-Reflexo (5-1). -5=dourado, -7=acobreado | Igora Developer |
| Redken | — | Shades EQ Gloss | — | 20 | 3-9 | Nível+Letra (05C, 09T) | Processing Solution |
| Matrix | SoColor Pre-Bonded | — | 21 | — | 2-10 | Nível+Letra (5A, 6MR) | Cream Developer |
| L’Oréal | Majirel | Dia Light/Richesse | 24 | 16 | 2-10 | Nível.Reflexo (5.1, 6.34) | Oxydant |
| Goldwell | Topchic | — | 22 | — | 2-10 | Nível+Letra (5G, 6K) | Topchic Developer |
| Joico | LumiShine | — | 22 | — | 2-10 | Nível+Código (5NA, 6NR) | Lumishine Developer |
Observações chave:
- Redken não tem linha de permanentes em seu portfólio principal, foca em demi-permanentes (Shades EQ). Se você trabalha principalmente com permanentes, a transição para Redken implicaria mudar a filosofia de trabalho
- Schwarzkopf tem a gama de permanentes mais ampla (30 tons) e o detalhe crítico de nomenclatura não padronizada. Exige atenção extra durante a conversão
- Wella e L’Oréal são as opções mais completas, com linhas tanto permanentes quanto demi bem desenvolvidas
- Os níveis de cobertura variam: Igora começa no nível 1 (preto mais intenso), enquanto Redken Shades EQ começa no nível 3
Para conversões detalhadas entre Redken e Schwarzkopf, consulte o guia completo de conversão.

Como funciona o conversor de tintas como ferramenta estratégica?
O conversor da Blendsor cobre 12 marcas e 669 tons catalogados com equivalências verificadas. Funciona de forma bidirecional: insira o tom de origem (por exemplo, Wella 7/43) e selecione a marca de destino para obter o equivalente direto (Majirel 7.43). Também mostra alternativas quando não existe equivalência exata. Sem registro.
O conversor de tintas da Blendsor não é apenas uma tabela de equivalências estática. É uma ferramenta desenhada para o fluxo de trabalho real:
Busca bidirecional: Insira o tom de origem (exemplo: Wella 7/43) e selecione a marca de destino (L’Oréal). O resultado: Majirel 7.43. Ou inversamente: o que você usava na Schwarzkopf que se parece com o Matrix 6MR que você quer experimentar? Igora 6-68.
Cobertura de 12 marcas: Wella, L’Oréal, Redken, Schwarzkopf, Matrix, Goldwell, Joico, Pravana, Kenra, Paul Mitchell, Alfaparf, e Revlon. Total: 669 tons catalogados com suas equivalências verificadas.
Visualização de cartas completas: Cada marca tem sua carta de tons navegável. Útil quando você não tem um tom específico em mente, mas está explorando a gama completa para entender as opções disponíveis.
Acesso livre: Não exige registro nem assinatura. É uma ferramenta aberta para facilitar o trabalho de profissionais da cor.
Exemplo de uso real: Um salão que trabalha com Wella há 5 anos recebe notificação de que o distribuidor fecha. A proprietária decide trocar para L’Oréal por melhor preço e disponibilidade local. Em uma tarde, usando o conversor, ela mapeia as 30 fórmulas ativas do salão para seus equivalentes Majirel. Em vez de semanas de pesquisa, tem um ponto de partida sólido em horas.
Como gerenciar o estoque durante a transição de marca?
O período de sobreposição dura 2-3 meses com estoque de ambas as marcas em paralelo. O estoque mínimo da marca nova deve incluir os 10-15 tons mais usados (cobrem 60-70% dos serviços), oxidantes em todos os volumes habituais, e naturais base para misturas. Trocar para uma marca 25% mais barata geralmente amortiza o custo de transição em 3-4 meses.
A troca de marca não é binária. Há um período de sobreposição inevitável:
Período de sobreposição: 2-3 meses
Durante esse tempo, mantenha estoque de ambas as marcas. Parece redundante, mas é a rede de segurança. Se uma fórmula nova não funciona como esperado em um cliente habitual, é possível voltar à marca anterior enquanto se ajusta a conversão.
O custo desse estoque duplo é um investimento em tranquilidade. É melhor ter tubos sem usar durante alguns meses do que perder um cliente por um resultado imprevisível.
Estoque mínimo: as 10-15 fórmulas mais usadas
Não compre toda a gama da marca nova de uma vez. Comece com os tons que você realmente usa semana a semana:
- Naturais do 5 ao 8 (são a base de 60-70% dos serviços)
- Neutralizadores principais (acinzentado, bege)
- 2-3 tons de fantasia se você trabalha esse segmento
- Oxidantes nos volumes habituais (10, 20, 30)
Amplie o estoque conforme a demanda real, não conforme o catálogo completo. Muitos profissionais acumulam tubos que nunca usam porque “podem precisar”. Compre o que você usa, não o que você poderia usar.
Custo de transição: calcule com precisão
A troca de marca tem um custo direto (estoque novo) e um indireto (tempo de aprendizado, possíveis retoques). Para calculá-lo com precisão, use a calculadora de preços de serviços. Insira:
- Custo por tubo da nova marca
- Quantidade média usada por serviço
- Número de serviços mensais
A calculadora mostra o impacto real na margem de lucro. Às vezes um tubo mais caro sai mais barato se o rendimento por grama é melhor. Os números não mentem.

Não descartar estoque antigo
O estoque da marca anterior não é lixo. Use-o estrategicamente:
- Clientela habitual com fórmula documentada: Se a fórmula exata que se usa em um cliente há dois anos está documentada, e funciona perfeitamente, use-a até esgotar o estoque. Não arrisque uma troca desnecessária
- Serviços de correção: Se você conhece o comportamento do produto antigo em correções complexas, aproveite enquanto o tiver
- Misturas específicas: Algumas fórmulas personalizadas demoram para ser replicadas com precisão na nova marca
Ofereça o estoque excedente a colegas que trabalhem com essa marca, ou venda em grupos profissionais. O dinheiro recuperado reduz o custo total da transição.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora a transição para uma nova marca?
O período típico é de 2 a 3 meses para estar completamente confortável. O primeiro mês é dedicado a testes e serviços simples. O segundo mês incorpora técnicas mais complexas. No terceiro mês, a maioria dos profissionais já trabalha com fluidez similar à da marca anterior.
O tempo pode ser reduzido se há formação oficial disponível. Um curso intensivo de 2-3 dias com educadores da marca acelera significativamente a curva de aprendizado.
Posso misturar produtos de duas marcas durante a transição?
Não é recomendável misturar tintas de marcas diferentes na mesma aplicação. Os oxidantes, estabilizadores e pH variam entre fabricantes. A mistura pode causar:
- Depósito de cor irregular
- Tempo de processamento imprevisível
- Resultado final inesperado
- Em casos extremos, reação química adversa
Se for necessário usar ambas as marcas no mesmo serviço (por exemplo, raízes com marca nova, meios-pontas com antiga), aplicá-las separadamente e em tempos diferentes. Mas até isso deve ser transitório, não uma prática habitual.
Como explico a troca de marca para a clientela?
A maioria da clientela não conhece nem se importa com a marca específica de tinta. O que valorizam é o resultado. A comunicação pode ser simples:
Opção 1 - Transparência profissional: “Atualizamos nossos produtos para uma marca com melhor tecnologia de proteção do cabelo. O resultado será o mesmo que você sempre teve, com ingredientes mais cuidadosos.”
Opção 2 - Melhora percebida: “Nos capacitamos com uma nova linha que nos permite oferecer resultados ainda mais precisos. Faz parte da nossa atualização contínua.”
Opção 3 - Sem menção: Simplesmente proceda com normalidade. Se o resultado é idêntico ou melhor, não há necessidade de explicar mudanças de fornecedor interno.
O importante: nunca mencione razões de custo, problemas de fornecimento ou “porque não temos outra opção”. A narrativa sempre deve ser de melhora ou evolução profissional.
Existe alguma ferramenta para comparar tons entre marcas?
Sim, o conversor de tintas da Blendsor é a ferramenta mais completa de acesso livre. Cobre 12 marcas profissionais e 669 tons com equivalências verificadas.
Para comparações mais específicas, os fabricantes geralmente têm suas próprias tabelas de conversão (normalmente disponíveis através do representante comercial ou em formações oficiais). Algumas apps móveis profissionais também incluem funções de conversão, embora poucas tenham a cobertura de marcas do conversor da Blendsor.
A combinação ideal: conversor digital para mapeamento inicial + testes de mecha para validação prática.
Em resumo
Trocar de marca de tinta profissional é um processo que exige planejamento, mas não precisa ser traumático:
- Documente suas fórmulas atuais antes de começar qualquer transição
- Use o conversor de tintas para mapear equivalências de forma rápida e precisa
- Os testes de mecha são obrigatórios, não opcionais. O conversor dá o ponto de partida, o teste dá o resultado real
- Transição gradual: comece com serviços simples, avance para os complexos conforme ganha confiança
- Atenção com nomenclaturas não padronizadas (especialmente Schwarzkopf com -5 e -7 invertidos)
- Mantenha estoque de ambas as marcas durante 2-3 meses para minimizar riscos
- Calcule o custo real da transição com ferramentas como a calculadora de preços de serviços
A troca de marca é uma oportunidade para atualizar conhecimentos, otimizar fórmulas, e muitas vezes descobrir produtos que funcionam melhor do que os anteriores. Com o processo adequado, a transição pode ser até uma melhora para o salão.
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