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Colorimetría

Diferença entre reflexo cinza e fumaça na Igora

A carta da Igora em inglês diz cendré e ash; a em português, cinza e fumaça. Por que confundir «ash» com «cinza» desloca uma casa na fórmula real.

Blendsor

Equipe Blendsor

Atualizado: 26 de ago. de 2026
Mãos de uma pessoa profissional da cor segurando um folheto da carta IGORA junto a uma mecha de cabelo, comparando o reflexo ao lado de uma tigela de mistura no balcão do salão
Mãos de uma pessoa profissional da cor segurando um folheto da carta IGORA junto a uma mecha de cabelo, comparando o reflexo ao lado de uma tigela de mistura no balcão do salão
Parte de: Colorimetria do cabelo: guia básico com tabelas e exemplos

Um -1 e um -2 são a mesma direção fria, só que um pouco mais intensa? Na Igora, não exatamente — e a confusão não vem do tom, vem do idioma em que você lê.

Se você trabalha com fórmulas vindas de fora — alguém que traz uma ficha de outro país, um curso em inglês, uma formação feita em outro mercado —, provavelmente já passou por isso: lê “ash” num papel e automaticamente pensa “cinza”. Parece uma tradução direta. Não é.

Vamos ver exatamente qual casa cada nome ocupa na carta da Igora, em cada idioma, e onde esse deslize realmente pesa quando passa despercebido.

Resumo rápido: na carta da Igora em inglês, o reflexo -1 se chama Cendré e o -2 se chama Ash. Na carta em português, essas mesmas duas casas são Cinza (-1) e Fumaça (-2). Se você lê “ash” e traduz direto por “cinza”, desloca o resultado uma casa: do -2 para o -1. É a mesma marca, lendo sua carta em cada idioma.

O que é o reflexo cendré e por que em português se chama cinza?

Cendré é o nome que a carta de reflexos da Igora usa em inglês para a direção de tom -1. É um frio suave, o primeiro degrau antes de entrar em território de neutralização mais marcada. Na versão em português da mesma marca, essa casa se chama cinza — o nome que você provavelmente já usa todo dia no salão.

Até aqui, nenhum problema: são dois nomes para a mesma direção, em dois idiomas. O imbróglio começa na casa seguinte.

Por que ash é confundido com cinza se não é o mesmo reflexo?

Ash é o nome em inglês do reflexo -2 da Igora, um degrau mais frio que cendré (-1) — que em português se chama cinza. A armadilha está em que “ash” se traduz literalmente para o português como “cinza”, e essa tradução de dicionário não é a tradução da carta de cor.

Dito de outra forma: se alguém passa uma fórmula com um “ash” e você entende “cinza”, você não trocou o nome do reflexo — trocou de casa. Desceu do -2 para o -1, uma direção de frio menos intensa do que a fórmula original pedia.

Segundo a carta técnica da Igora, a escala completa de reflexos na versão em inglês é esta:

CasaNome em inglêsNome em português
-0NaturalNatural
-1CendréCinza
-2AshFumaça
-3MatteFosco
-4BeigeBege
-5GoldDourado
-6ChocolateChocolate
-7CopperCobre
-8RedVermelho
-9VioletVioleta

É a mesma marca, lendo sua carta em cada idioma: o nome muda com o idioma, mas a casa — e o resultado que produz sobre o cabelo — não se move. O erro só aparece quando alguém traduz o nome em vez de conferir a casa.

Mãos de uma pessoa profissional da cor comparando duas cartas de amostras de tom no salão, com prateleiras de produto ao fundo

Onde isso pesa de verdade no dia a dia?

Aqui está o detalhe que separa uma curiosidade de um problema real: o erro quase nunca acontece com o tubo na mão. Com o produto na frente e a carta física ao lado, o normal é ler o rótulo e não a tradução mental da palavra. Onde o deslize se cola é no pedido escrito e nas fórmulas que chegam de alguém formado em outro mercado.

Pense nesses três cenários, todos comuns num salão que atende clientela ou formação internacional:

  • Uma ficha trazida de outro país, com a fórmula anotada em inglês.
  • Um curso ou certificação em inglês, onde quem ensina passa a fórmula de forma oral e alguém a transcreve de ouvido.
  • Uma consulta com alguém de outro mercado, em que o reflexo é mencionado pelo nome e não pelo número.

Nos três casos, o papel diz “ash” ou diz “cinza”, e quem lê presume que sabe a que casa se refere. Se assume a tradução literal em vez de conferir o número, o resultado que sai da tigela é uma direção de frio diferente da pretendida — e isso se nota no cabelo, mesmo que no papel parecesse uma simples troca de idioma.

Dica profissional: quando uma fórmula chegar num idioma que não é o da sua carta habitual, confira sempre o número da casa (-1, -2…), nunca só o nome. O nome viaja mal entre idiomas; o número não.

Mãos de uma pessoa profissional anotando uma fórmula de cor em uma ficha, ao lado de dois tubos de tinta sobre o balcão do salão

Isso acontece também ao passar fórmulas entre outras marcas?

Sim, no sentido de que cada marca tem seu próprio alfabeto para nomear os reflexos, e esse alfabeto não é padronizado entre fabricantes. Já explicamos isso em detalhe no guia de mistura de tintas por código: o mesmo dígito pode significar uma família de cor diferente conforme a marca. O que torna o caso da Igora especial é que a confusão não é entre marcas — é dentro da mesma marca, atravessando idiomas.

Se você trabalha com conversões entre linhas — por exemplo entre Redken e Schwarzkopf —, o guia de conversão Redken-Schwarzkopf traz as equivalências tom a tom. E se o salão está migrando de marca por completo, o artigo sobre como trocar de marca de tinta profissional cobre os passos para não perder consistência no caminho.

Para entender de onde vem o número que fica antes do traço — o nível, de 1 a 10 — e não só o que vem depois, o guia de níveis de cor capilar completa a leitura de qualquer código de tinta de qualquer marca.

Erros comuns ao ler uma fórmula em outro idioma

  1. Traduzir o nome em vez de olhar o número: “ash” não é “cinza” na carta da Igora, ainda que seja no dicionário. Confira sempre a casa (-1, -2), não a palavra solta.
  2. Presumir que toda marca nomeia igual o mesmo dígito: Igora, Wella e L’Oréal não compartilham o mesmo alfabeto de reflexos. Um mesmo número ou uma mesma palavra pode significar algo diferente conforme a marca.
  3. Transcrever de ouvido sem conferir depois na carta física: uma fórmula ouvida num curso ou passada entre profissionais sempre se confere no mostruário antes de aplicar, nunca se dá por certa de memória.
  4. Confiar no nome de uma ficha trazida de fora sem traduzi-la com a carta da marca na mão: se chega “ash” anotado, procure qual casa é na sua carta, não qual palavra em português soa parecida.

Perguntas frequentes

O que significa cendré na carta de reflexos da Igora?

Cendré é o nome em inglês da casa -1 na carta de reflexos da Igora. Na versão em português da mesma marca, essa casa se chama cinza.

Ash e cinza são o mesmo reflexo?

Não, na carta da Igora não. Ash é o nome em inglês do reflexo -2; em português, essa mesma casa se chama fumaça. A palavra “cinza” corresponde ao -1, que em inglês se chama cendré. Traduzir “ash” direto por “cinza” desloca o resultado uma casa.

Como evito o erro se recebo uma fórmula em outro idioma?

Confira sempre o número da casa, não só o nome do reflexo. Com a carta da sua linha em mãos, localize o -1 ou o -2 fisicamente antes de dar a fórmula como entendida — o nome muda conforme o idioma, mas o número não.

Esse tipo de confusão acontece só com a Igora?

O mecanismo — nomes de reflexo que não coincidem literalmente entre idiomas ou entre marcas — se repete em outras casas, cada uma com seu próprio vocabulário. Por isso vale sempre conferir na carta física da sua linha antes de dar uma tradução como certa, venha de um idioma diferente ou de uma marca diferente.

Resumo

  • Na carta da Igora em inglês, o -1 é Cendré e o -2 é Ash
  • Na versão em português da mesma marca, essas casas são Cinza (-1) e Fumaça (-2)
  • Traduzir “ash” por “cinza” de forma literal desloca o resultado uma casa, não duas
  • O erro raramente acontece com o tubo na mão — se cola no pedido escrito e nas fórmulas vindas de outro mercado
  • Diante de uma fórmula em outro idioma, confira sempre o número da casa, nunca só o nome

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Escrito pela equipe da Blendsor

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