Preços Blog Fórmulas Ferramentas Cartas Coloristas Sobre Testar o app
PT | ES | EN
Colorimetría

O que significa a ordem dos números na tintura Igora

7-42 e 7-24 têm o mesmo nível e os mesmos reflexos: só muda a ordem. Qual dígito manda em um código da Igora, segundo a carta oficial, e onde isso aparece.

Blendsor

Equipe Blendsor

Atualizado: 27 de ago. de 2026
Dois tubos de tintura profissional com os códigos 7-42 e 7-24 da carta da Igora, sobre o balcão do salão, ao lado de uma carta de cores aberta
Dois tubos de tintura profissional com os códigos 7-42 e 7-24 da carta da Igora, sobre o balcão do salão, ao lado de uma carta de cores aberta
Parte de: Colorimetria do cabelo: guia básico com tabelas e exemplos

Um 7-42 e um 7-24 são o mesmo tom com os dígitos trocados, ou dois tons diferentes? Eles têm o mesmo nível — o 7 — e exatamente os mesmos dois reflexos: bege e fumaça. A única coisa que muda é a ordem em que estão escritos. E essa ordem decide qual dos dois reflexos manda.

Se você formula todos os dias, provavelmente já pediu um pensando no outro alguma vez: são da mesma linha, compartilham os dois dígitos, e à primeira vista parecem o mesmo código lido ao contrário. Não são.

Vamos ver o que o fabricante diz sobre essa ordem, o que realmente muda entre os dois códigos, e em que tipo de base isso aparece — porque não é onde se esperaria.

Resumo rápido: em um código de tintura com dois dígitos de reflexo depois do traço, o primeiro indica a direção de tom dominante e o segundo a secundária — assim publica a Schwarzkopf para sua carta Igora. No 7-42, o bege (4) domina e a fumaça (2) acompanha. No 7-24, é o contrário: manda a fumaça e o bege fica em segundo plano. Mesmo nível, mesmos dois reflexos, resultado diferente.

O que significa a ordem dos números depois do traço?

O primeiro dígito depois do traço é a direção de tom dominante; o segundo é a secundária. É isso que especifica a carta de cores Igora Royal da Schwarzkopf Professional: “The first number after the dash represents the primary tone direction (the dominant shade). The second number after the dash indicates the secondary tone direction.”

Não é um detalhe de estilo do fabricante — é a instrução que decide qual reflexo manda no potinho. Antes do traço vem o nível, de 1 a 10, o quanto de claro, e isso já cobrimos no guia de níveis de tom do cabelo. Depois do traço, quando há dois dígitos, o primeiro não é “o outro reflexo que também está ali”: é o que dirige o resultado. O segundo apenas o matiza.

Na escala oficial de reflexos da Igora, o dígito 2 é fumaça e o dígito 4 é bege — a mesma tabela que já usamos para explicar a diferença entre cinza e fumaça nessa marca. Com esses dois números e a regra da ordem, um 7-24 e um 7-42 deixam de parecer o mesmo código escrito duas vezes.

O que acontece exatamente entre o 7-42 e o 7-24?

São o mesmo nível e os mesmos dois dígitos de reflexo, em ordem invertida — e isso inverte qual dos dois manda. No 7-42 domina o bege (4) e a fumaça (2) acompanha. No 7-24 domina a fumaça (2) e o bege (4) acompanha.

Segundo a carta técnica Igora Color System, o reflexo -2 é fumaça e o -4 é bege. Com essa chave, o próprio nome de cada código confirma isso dígito a dígito:

CódigoNívelReflexo dominanteReflexo secundário
7-427Bege (4)Fumaça (2)
7-247Fumaça (2)Bege (4)

É o mesmo par de dígitos — 2 e 4 — lido em duas direções. E não é uma leitura própria: os nomes de cada tom, dentro da carta da marca, estão invertidos no mesmo sentido — um se chama “bege fumaça” e o outro “fumaça bege”, coerente com qual dígito vem primeiro.

Em outras palavras: pedir um 7-24 quando o trabalho pede um 7-42 não é pedir “quase a mesma coisa”. É pedir o mesmo reflexo com a hierarquia trocada — um resultado dominado pelo frio em vez do quente, no mesmo nível 7.

Dois tubos com os códigos 7-42 e 7-24 da Igora sobre o balcão de um salão, com a carta de cores aberta ao lado para comparar o reflexo

Onde a diferença realmente aparece no cabelo?

Sobre uma base virgem, a diferença entre os dois códigos é sutil, quase um detalhe. Onde ela realmente aparece é em fios porosos ou já descoloridos: ali o reflexo dominante frio se fixa com mais intensidade do que o esperado, e o resultado esquenta menos do que o nome do tubo prometia.

Isso tem explicação na própria física da fibra e do oxidante: a porosidade não muda qual reflexo domina na fórmula — isso quem decide é a ordem dos dígitos, não a fibra — mas muda o quanto esse reflexo dominante se fixa depois de aplicado. Um fio poroso capta mais pigmento e o retém com mais força. Se o reflexo dominante é o frio — o 7-24, com a fumaça na frente —, essa retenção extra vira um resultado mais apagado, mais fechado, do que o buscado.

É por isso que o erro raramente é percebido com o potinho na mão. Com a carta física na frente e o tempo de ação controlado, o resultado é previsível. O deslize entra em outro momento: quando o pedido é feito de memória, quando se transcreve a fórmula de outra pessoa, ou quando alguém assume que “42 e 24 são intercambiáveis porque têm os mesmos números”. Não são, e sobre uma base já trabalhada essa suposição sai cara.

Dica profissional: se uma fórmula chegar com um código de dois dígitos de reflexo e você não tiver certeza de qual manda, não assuma por costume — confira a ordem na carta física da sua linha. O dígito que vem primeiro depois do traço é o que dirige o resultado.

Mãos de uma pessoa profissional da cor conferindo a carta de reflexos da Igora ao lado de uma mecha de cabelo poroso, no balcão do salão

Essa regra da ordem vale para qualquer marca de tintura?

O princípio — o primeiro dígito manda — é específico de como a Igora constrói sua nomenclatura; outras marcas usam seu próprio sistema, e vale a pena conferir na carta de cada uma antes de assumir o mesmo. Já vimos isso ao falar sobre o que sai ao misturar duas tinturas: os dígitos de reflexo são o alfabeto particular de cada fabricante, não um padrão compartilhado entre marcas. O que se soma aqui é mais uma camada dentro desse mesmo alfabeto: não apenas o que cada dígito significa, mas o que significa a ordem quando há dois.

Antes de assumir que uma fórmula de outra linha segue a mesma lógica de “o primeiro manda”, procure a instrução na documentação daquela marca. O costume de uma casa não se transfere automaticamente para outra.

O que vale registrar na ficha depois desse atendimento?

O código exato usado — não só “um loiro médio bege” — e qual reflexo dominou naquela base específica. A decisão real não está em escolher “um 7 com bege e fumaça”: está em escolher qual dos dois manda, e isso depende da base de partida de cada pessoa. Registrar apenas o nível e deixar de fora a ordem dos dígitos é perder metade da informação — quem abrir aquela ficha no próximo atendimento, seja você mesma daqui a seis semanas ou outra pessoa da equipe, precisa do código exato usado, não de uma descrição aproximada.

Isso conecta com algo maior do que o código de hoje: o atendimento de hoje prepara o próximo. Se o 7-24 fixou mais frio do que o esperado numa base porosa, essa é uma informação que vale para o retoque — não para repetir o mesmo deslize, mas para decidir com dados se vale manter esse código ou passar para o 7-42 na próxima vez.

Erros comuns ao ler um código com dois dígitos de reflexo

  1. Assumir que dois dígitos iguais em ordem diferente são intercambiáveis: 42 e 24 compartilham os números, não o resultado. A ordem decide qual reflexo dirige.
  2. Formular de memória em vez de conferir a carta física: o deslize raramente acontece com o potinho na mão — ele entra no pedido escrito ou numa fórmula transcrita.
  3. Não distinguir nível de reflexo ao ler o código: o número antes do traço é o nível; os dígitos depois são o reflexo, e é ali que vive a ordem dominante/secundário.
  4. Ignorar o efeito da porosidade sobre o reflexo dominante: a ordem decide qual reflexo manda na fórmula; a porosidade decide o quanto esse domínio aparece naquela fibra específica. São duas perguntas diferentes do mesmo diagnóstico.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre 7-42 e 7-24?

Têm o mesmo nível (7) e os mesmos dois dígitos de reflexo (2 e 4), em ordem invertida. No 7-42 domina o bege e a fumaça acompanha. No 7-24 domina a fumaça e o bege acompanha. O fabricante indica que o primeiro dígito depois do traço marca a direção dominante.

Como sei qual reflexo manda em um código de tintura?

Confira qual é o primeiro dígito depois do traço — segundo a nomenclatura da Igora, esse é o que dirige o resultado. O segundo dígito matiza, mas não manda. Na dúvida, verifique sempre na carta física da sua linha.

A diferença entre 7-42 e 7-24 aparece muito na prática?

Depende da base. Em cabelo virgem a diferença é sutil, quase um detalhe. Em fios porosos ou já descoloridos ela aparece mais: o reflexo frio dominante do 7-24 se fixa com mais força e o resultado sai mais apagado do que o esperado.

Essa regra da ordem é igual em qualquer marca de tintura?

Não necessariamente. O princípio de que o primeiro dígito manda é o que a Schwarzkopf publica para sua carta Igora. Outras marcas têm seu próprio sistema de reflexos — antes de aplicar a mesma lógica a outra linha, confira a documentação dela.

Resumindo

  • O primeiro dígito depois do traço marca a direção de tom dominante; o segundo, a secundária
  • 7-42 (bege domina, fumaça acompanha) e 7-24 (fumaça domina, bege acompanha) compartilham nível e dígitos, mas não o resultado
  • Em base virgem a diferença é sutil; em fibra porosa ou já descolorida o reflexo dominante frio se fixa mais e o resultado apaga
  • O deslize quase nunca acontece com o potinho na mão — entra pelo pedido de memória ou por uma fórmula transcrita
  • O princípio é próprio da nomenclatura da Igora: em outra marca, confira a carta dela antes de assumir o mesmo

Formule sem decorar a ordem de cada código

No app da Blendsor, a IA trabalha diretamente com os tons e proporções da sua marca, resolvendo qual reflexo domina em cada fórmula sem que você precise decorar a ordem de cada código da carta. Formule com a Blendsor.

E no seu dia a dia, já aconteceu de você pedir um código pensando no outro?

A teoria você já tem. E o caso de hoje?

Mande uma foto para o assistente da Blendsor e receba a resposta com colorimetria: tonalizante, oxidante e tempo, com as marcas do seu salão.

Pergunte seu caso

Escrito pela equipe da Blendsor

Profissionais de colorimetria capilar com experiência em formulação assistida por IA. Combinamos ciência da cor, prática de salão e tecnologia para ajudar coloristas a formular com precisão.